O jogo da política e seus bons jogadores

Não é nenhuma novidade para nós o fato de que quase todas as decisões tomadas por nossos representantes políticos são dotadas de segundas intenções. O problema é que algumas decisões tomadas por eles chegam a nos assustar pela falta de vergonha na cara de dizer uma coisa, mas falar a aprovar outras coisas completamente diferentes. E mesmo assim continuam no poder.

jogo politico Essa é a politica no Brasil. Política essa que alguns insistem em dizer que não é discutível e que TODOS OS POLÍTICOS SÃO LADRÕES. Esse é um dos maiores erros que podemos cometer porque existem sim bons políticos, mas que por não serem postos em evidência acabam no esquecimento em meio a tantos bons homens que têm o poder público nas mãos.
Então analisemos friamente a posição dos políticos corruptos perante a sociedade. Primeiro conseguem convencer que farão alguma coisa na época de eleição e que colocarão em prática todas ou quase todas suas propostas e conseguem convencer! Isso quando não compram o voto; Segundo que mesmo roubando nas eleições conseguem exercer uma profissão tão importante ganhando nas nossas custas; terceiro que alguns ainda conseguem chegar a excelentes cargos políticos, sendo os mais importantes que conseguem julgar inconstitucionalidade de leis e afins.

Enfim, podemos notar que os políticos são bons jogadores. Conseguem colocar a massa em suas mãos quando querem, e quando não têm mais interesse, simplesmente ignoram suas existências; Conseguem inúmeros “prodígios”  quando estão no poder, inclusive o de não fazer nada em prol da sociedade, mas fingem com maestria que estão tentando fazer algo; Ainda como não se bastasse, conseguem ter as normas sob seu controle, sendo praticamente impossível fazer algo para reprimi-los. E mesmo assim conseguem repetir esse ciclo até quando bem quiserem.

É… Política não se discute. Mas sabemos muito bem quem sabe jogar nesse jogo de interesses, e o pior, não somos nós os craques dessa partida. E agora? Quem sabe num segundo tempo de consciência, ou até nos acréscimos dessa partida as massas acordem do sono de manipulação, parece impossível né? Mas vai que…

Henrique Araújo
Henrique Araújo
Sergipano; Componente do grupo de pesquisa Educação, sociedade e Direito (CAPES/CNPQ); Advogado; Eterno estudante de Direito; Coautor do livro: Ensaios de Direito Constitucional - Uma homenagem a Tobias Barreto; Fã de xadrez e ficção científica.
[fbcomments]

Deixe uma resposta