O Juiz debochado e o Advogado nervosinho

Uma decisão do Juiz de Direito, Amílcar Roberto, gerou grande polêmica.
O magistrado escreveu e assinou na decisão publicada no Diário de Justiça do Pará, em 2004, que o advogado, Sérgio Frazão do Couto, é “nervosinho” e “está precisando urgentemente de um pipo”.

Apesar do tempo já transcorrido, vale a transcrição:

 

“Quem conhece a história do ‘nervozinho’ sabe que o advogado está precisando urgentemente de um pipo. Não conheço o advogado; não me recordo de tê-lo algum dia cumprimentado e não sei porque me considera seu inimigo e, muito menos, seu inimigo capital; não sei de onde vem tanto rancor. Muito embora a suspeição do magistrado exija forma própria para ser argüida, o que parece desconhecer o requerente, acato-a assim mesmo, por acreditar que o autor tenha direito a um juiz que considere imparcial. Finalmente, informo ao requerente que, se tinha a intenção de ofender-me ou, de alguma outra forma, causar-me algum incomodo, fracassou. É que sob o efeito de 20 mg de Fluoxetina isto é impossível. Aliás, achei até um pouco engraçadas as suas ofensas e, confesso, apreciei seu estilo. Remetam-se os autos à Corregedoria para os fins de direito”. [grifou-se]

Como resposta, o causídico, Sérgio Frazão do Couto, na época Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil pelo Pará, revidou:

“Ao completar 35 anos de advocacia, pensava já ter conhecido todos os tipos de magistrados: os dignos e honestos, os cultos e diligentes, os corruptos e desidiosos. Jamais imaginei a existência de uma outra categoria: o juiz debochado”.

Posteriormente, a OAB publicou nota de desagravo em virtude da decisão.
Além disso, o advogado também publicou centenas de cartilhas, com o título “Resposta do Advogado nervosinho ao juizinho debochado“.

Entre as afirmações contidas no livreto impresso por Couto, algumas sobressaem:

“Nas audiências (o juiz Amílcar) fuma, pronuncia palavrões e manuseia revistas pornográficas em frente às partes e advogados. Certa feita, afixou na sua sala um aviso proibindo a liberação da flatulências no recinto.”

Fonte:CFOAB

Redação
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