rcessoVamos aqui analisar a fundo o que significa a (tão querida e desejada) expressão “entrar em recesso”.

Através de poesia jurídica (poerídica) vamos interpretar o artigo 220 do Código de Processo Civil que fala do “recesso forense”.

Poerídica: Largando o processo e abraçando o recesso

Estou deixando o terno,

largando o processo,

e abraçando o recesso…

 

Recesso que mais parece “alforria”.

Recesso que me retira da correria

entre o réu e o autor.

Recesso para renovar minha energia.

Recesso para recompor a sintonia

do meu interior.

 

Os prazos já estão suspensos

e a contagem das férias iniciou.

Esse período não é lá tão extenso,

é um tempo que quando viu, passou,

mas já coloquei meus amigos apensos

às minhas férias que, enfim, chegou!

 

Entrar em recesso

é ter um novo começo

e um final diverso.

Entrar em recesso

é revirar-se do avesso

e reinventar meu universo.

Entrar em recesso

é quebrar aquele gesso

e na vida criar um verso.

 

Recesso é moradia

dos merecedores da paz.

Recesso é filosofia,

reforma íntima e fugaz.

Recesso é alegria,

aquela espera que satisfaz.

Recesso é até poesia

que o tempo nos traz.

 

Por isso o recesso

é de extrema importância

para a ordem e o progresso.

Sem recesso,

me excesso.

Sem recesso,

resseco.

 

O recesso

é pra tranqüilizar,

descansar,

relaxar,

embora nem todos

a esse direito

tenha acesso.

Para alguns

recesso

é regresso,

para outros

retrocesso,

e para uns

sucesso!

 

Recesso é o ingresso

numa caixinha de surpresa.

Recesso é o réu confesso

entre a acusação e a defesa.

 

Recesso

é aquilo que me faz egresso

como se tivesse cumprido punição.

Recesso

é aquilo que mais peço

quando não aguento mais a jurisdição.

 

E eu estou

deixando o terno,

largando o processo

e documentos impressos…

Assim me despeço:

seja bem vindo

querido

recesso!

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