A Vitimologia Militar
No dia 29 de Outubro, um programa apresentou uma estatística acerca da vitimologia militar: 437 policiais militares e/ou civis foram mortos no pais no ano de 2016. Um aumento de 17,5% em comparação a 2015, dados estes disponíveis no anuário de seguranca publica.

A reportagem[1] de uma famosa emissora de televisão, apresentou que nos dias 24,26 e 27 de Outubro, 5 policiais foram mortos no Estado do Rio de Janeiro.

Os policiais mortos, estavam em seu horário de folga.

 

Vitimologia Militar: Perfil Militar

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública[2], apresenta um alarmante perfil de policiais vitimas daqueles que violam a lei:

a) 32,7% são policiais de 40 a 49 anos;

b) 30,9% são policiais de 30 a 39 anos;

c) 56% são negros;

d) 98,2% são homens.

O perfil vitimológico do militar,concentra-se em homens de de 40 a 49 anos de idade, de cor negra, sendo mortos.

Deste total, 38,7% das mortes foram no período da noite.

A pesquisa aponta, também, que 104 policiais foram mortos em confronto enquanto 268 foram mortos fora do horário de serviço.

 

Análise da vitimologia apresentada

Por óbvio, muitas perguntas ainda devem ser feitas como, por exemplo, o aumento de despesas em 80% com o fundo penitenciário nacional.

Em contrapartida, o total de despesas com fundo nacional de segurança pública reduziu 30,8% e o fundo nacional antidrogas reduziu 63,4%.

A análise vitimológica destes números, em especial sobre a realidade dos policiais, ainda não e o melhor modo de estabelecermos um perfil. Mas, já nos permite ter um perfil alvo.

Benjamim Mendelsohn (advogado em Jerusalém) criou um perfil vitimológico a ser analisado no intuito de prevenir que a vítima torne-se vítima novamente.

São varias as análises e classificações de Mendelsohn mas a que abrange o nosso corte epistemológico é a analise dele sobre a “dupla-penal” (vítima + criminoso). Por meio de investigação estatística de tabelas de previsão que apontam a tendência de indivíduos a tornarem-se vítimas.

Mais do que traçar o perfil do militar, esse anuário apresenta números alarmantes no nosso país. A título de exemplo, 1 mulher foi morta a cada duas horas no ano de 2016. Foram, no total 61.619 pessoas mortas, ou seja, 7 pessoas mortas por hora.

Vale lembra que a bomba de Nagasaki, em 1945, matou de forma instantânea 70 mil pessoas.

 

Afinal, isso gera medo ou preocupação?

O Brasil está vivendo índices de guerra. Uma mulher morta a cada 2 horas; Sete pessoas mortas por hora; são índices alarmantes que devem nos preocupar sim.

Se estamos investindo mais em fundo penitenciário e menos na prevenção do crime, a tendência é que esses números disparem ainda mais!

Estamos vivendo num país que preocupa-se em tratar o crime após sua consumação quando, de fato, devia trabalhar na sua prevenção e não deixar que este se consumasse.

Mesmo que alarmantes, estes números não podem nos gerar medo.

Como disse Augusto Cury:

“Toda vez que pensamos num obstáculo e o consideramos intransponível, ele nos paralisa. ficamos engessados pelo medo.pensar com lucidez é necessário,mas pensar excessivamente nas dificuldades que atravessamos trava a inteligência e rouba a esperança”.

É necessário pensar com lucidez,sem deixar o medo nos dominar e exigir do Estado planos efetivos na redução destes números.

Para nós, só números. Para cada família, um ente querido enterrado.

 


Referências:

[1]Saiba em que estados a polícia mais morre e em quais mais mata no Brasil. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/6252128/programa/

[2] Infográfico: Segurança Pública em Números 2017. Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Disponível em http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2017/10/infografico2017-vs8-FINAL-.pdf

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