Por Luana Mello*

Olá queridos! Não posso deixar de prestar uma notinha sobre essa fatalidade ocorrida com o então candidato Eduardo Campos. E, como de toda tragédia se tira algo, espero que este fato contribua para que possamos abrir os olhos nessas eleições e votar de forma consciente  para que ocorram mudanças e nosso país saia do abismo de ineficiência e  corrupção que se encontra. Que Deus conforte a todos.

Hoje falaremos um pouquinho sobre o mau atendimento nos órgãos públicos.

 

O Mau atendimento nos órgãos públicos

Quem nunca se deparou com um funcionário mal-humorado, estressado, atrás de um balcão, pouco disposto para solucionar o seu problema?

Infelizmente essa é uma cena que se repete de segunda a segunda, do Caburaí ao Chuí (Não é mais Oiapoque ao Chuí, a música está errada! Vá pesquisar) o indivíduo vai procurar acesso em um serviço público em qualquer órgão desses daí e sai mais chateado do que entrou.

órgãos públicosTenho inúmeros exemplos de pessoas que chegaram até a mim reclamando do mau atendimento de investigadores. Chegam justamente até mim, pobre estagiária que mal consegue dirimir os conflitos da sua vida como, por exemplo: “Será que escovo os dentes antes ou depois de tomar café? Ou antes e depois?”  Help me!  O Engraçado mesmo é que existem uns que se sentem os donos da verdade (e do seu cargo) pensam que só devem respeitar (ou puxar o saco mesmo) dos seus respectivos chefes. E para a população sobra um tratamento grosseiro, de má vontade, como se estivessem prestando um favor.

E sinceramente? Não é por causa do salário não!  Porque os Policiais civis do Estado do Amazonas são os mais bem pagos do Brasil (Se você vai fazer o concurso daqui, estude! Porque a concorrência vai ser punk).  Imagina se estagiário fosse tratar mal o cidadão por causa do salário, não vou nem falar o valor da bolsa que eu recebo se não, é capaz de vocês se compadecerem e se juntarem para fazer uma cotinha e mandar uma grana extra pra mim.. hahahaha  😛

Pode ser que outros fatores influenciem, mas nada justifica um tratamento inadequado. Já apareceu gente perguntando quanto eu queria receber só por ter atendido uma pessoa bem. Pode ser engraçado, mas as pessoas querem pagar só por um bom atendimento. Onde chegamos? Será que não pagamos impostos altos o suficiente para termos, no mínimo, um atendimento digno?

Enfim, preciso salientar que não é uma regra e que existem funcionários que não se inserem nesse contexto. Mas e aí, o que fazer quando um Servidor (mal amado) age dessa forma?

 

Em 1º lugar não procure o estagiário!

Em 2° lugar procure os seus Direitos! Dormientibus non succurrit jus (O Direito não socorre aos que dormem).
Você poderá pode fazer uma denúncia por desrespeito, mau atendimento, grosseria, desconhecimento do assunto e outras situações mais graves, como corrupção e peculato. O processo deve ser encaminhado ao titular da Secretaria ou do órgão onde ocorreu o problema, para que este tome as providências de examinar o assunto e, se for o caso, determine o início de sindicância para confirmar e avaliar as responsabilidades do servidor.

 

Você poderá também informar pelo “Disque Denúncia”, que a instituição responsável pelo serviço remete às autoridades do setor público do qual pertence o servidor.

 

Obs: Se você é funcionário público e se enquadra no quesito chatice, faça o favor de deixar os seus problemas em casa.

A sociedade agradece!

 

Beijinhos e até a próxima! 😀

 

*Luana Mello, colaborou com nosso site por meio de publicação de conteúdo. Ela é estudante de Direito, e além da faculdade, ainda estuda para concursos públicos.

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1 COMENTÁRIO

  1. Olá Luana,
    Nunca comentei, mas hj me senti compelida a comentar, concordo em partes com o q disse no post.
    Sempre achei que a população tem o direito de ser bem atendida.
    Mas antes de vc entrar no “sistema” vc pensa de um jeito, depois q vc tá dentro do “sistema” vc vê q o buraco é MUITO, mas MUITO mais embaixo.
    Fui estagiaria, depois me tornei funcionaria e são duas coisas totalmente diferentes.
    Na maioria dos órgãos a gente cai sem paraquedas pq aquelas questões das provas não medem capacidade laborativa de ng e tb tem o fato d q somos “jogados” após a posse para exercer o cargo, eu por ex. não tive treinamento algum e meu cargo é de nível médio, a noção de direito q eu tinha vinha de ler e reler as leis, o q mtas vezes não me garantiu o entendimento e sim a decoreba, meu cargo tem uma exigência muito aquém de conhecimento de direito do q alguém q somente possui o ensino médio teria, eu inclusive sou formada, mas não em direito, parte dos problemas tb começa com exigências equivocadas para os cargos.
    Então muitas vezes qdo atendi alguém com “desconhecimento do assunto” não foi por escolha minha, simplesmente sair reclamando sem critério tb não é a solução, mesmo pq tem vezes que explicamos a pessoa não quer entender e aí por não ouvir o q quer acaba reclamando d vc.
    Outras vezes a pessoa já vem com grosseria, atendimento não é fácil.
    Outra situação freqüente é de ter uma equipe com números e q não contribui, aí um determinado funcionário ou alguns acabam ficando sobrecarregados, confesso q fica difícil manter um sorriso no rosto nas diversas situações que enfrentamos, principalmente no judiciário, tem locais com falta de servidores, de equipamentos e de instalações adequadas.
    Ng, com responsabilidade, quer entrar pro funcionalismo e sofrer sindicância pelos fatores q vc citou, o mais triste é q isso acontece e muitas vezes com gente q não merece, geralmente quem mais trabalha é quem mais se ferra em todos os aspectos, tanto é que só corre o risco de errar alguém q faz ou tenta fazer alguma coisa.
    Por outras vezes nos atribuem mais funções do que conseguimos dar conta, alguns acabam trabalhando por si e pelos outros e isso tira qq um do sério, como resolver uma situação assim? Pra não penalizar a sociedade vc vai lá e faz, mas mtas vezes contrariado, não com a população, mas com a situação e vc não pode parar ali pra pessoa q tá atendendo e explicar o q está te deixando de tal forma.
    Depois que entrei pro “sistema”, passei a pensar diferente d quem está fora, acho q fiquei mais compreensiva principalmente com pessoas q fazem atendimento em geral. Tanto é q reclamo sim, mas qdo tenho total certeza a respeito do q estou reclamando e com amplo conhecimento dos fatores envolvidos na situação.
    Eu sou uma servidora responsável e que dá o seu melhor por dia, eu tenho consciência q estou onde estou para servir, então com relação a observação que tu deixou eu acrescento algo, antes de alguém faltar com educação, gritar, xingar ou reclamar de um servidor, pense q ele é ser humano primeiro, q ele tb tem problemas como vc e q pd estar tendo um mal dia ou vivendo uma situação insuportável no trabalho, o q pd acabar tornando impossível ele de deixar os problemas em casa.
    Sei que não é desculpa, mas hj o judiciário está do jeito q está por culpa da própria sociedade, q o digam os juizados especiais empinhocados de “baboseiras”, d coisas q se as pessoas fossem mais tolerantes ou mesmo tivessem bom senso nem teriam cabimento de serem levadas a juízo
    Creio q o funcionalismo vai melhorar sim, mas a longo prazo, precisam sair os dinossauros resistentes a mudanças e aqueles q entraram achando q iriam se encostar e se encostaram, infelizmente muitos só com a aposentadoria, até lá pedimos um pouco de paciência tb, pois “estamos em obras longas para melhor atendê-los”. 😉
    Abraços!

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