Vulnerabilidade amorosa

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Todo mundo um dia passa por um momento de “vulnerabilidade amorosa”. E de forma fácil, se apaixona. Se entrega. Tem recaídas.

Mas ser a parte frágil da relação é perigoso. Essa situação deixa propícia a ocorrência de danos morais (passionais).

E a legalidade da paixão é cumprida. Porém, sofrer e se ferir não é legal.

No caso da poesia jurídica (poerídica) abaixo, o pobre apaixonado tenta avisar a autora da sua paixão sobre sua vulnerabilidade e hipossuficiência amorosa, contudo, não sei se foi suficiente.

vul

 

Poerídica: Vulnerabilidade amorosa

 

Garota estudiosa,

que entende

da Separação Judicial Litigiosa,

mas não entende

da minha

vulnerabilidade amorosa.

 

Sou consumidor

do amor.

Eu me apaixono fácil.

E o meu coração

é indefensável,

isento de proteção,

carente e frágil.

 

Não apele

com seus recursos

admissíveis

e provenientes.

Lembre-se:

a alta sensibilidade

me faz ser

hipossuficiente.

 

Não tenho condições

de arcar com os custos

da sua indiferença.

Careço de benefícios

(amores e carinhos)

dados por sentença.

 

Garota estudiosa,

do Vade Mecum cor-de-rosa,

note, considere e respeite

a minha vulnerabilidade amorosa.

Cuidado com sua forma culposa

de provocar meu sentimento.

Por favor, não deixe ser dolosa

a dor do seu afastamento.

Rafael Clodomiro

Escritor, poeta e advogado. Idealizador do projeto "Poerídica" (poesia jurídica) (fb.com/poeridica). Vencedor do Prêmio Nacional UFF de Literatura 2009 e do IV Prêmio Moledo Sartori de Monografia Jurídica 2012. Servidor Público e pós-graduado em Gestão Pública na Escola de Contas e Gestão do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

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