Para escrever esta Poesia Jurídica (Poerídica), tive como base três fontes:

  • O inciso XXI do artigo 37 da Constituição Federal;
  • A Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações);
  • E um coração a procura de um amor verdadeiro…rs

 

licitação amorosa

 

Poerídica: Licitação amorosa

 

Vou fazer uma Licitação

para contratação

de uma paixão

pro meu coração.

 

Mas o objeto a ser contratado

não tem um valor estimado.

Não sei se faço

concorrência, concurso ou leilão.

Não sei se faço

tomada de preços, convite ou pregão.

 

Já estou especificando no edital

as regras do procedimento licitatório.

Quero uma pessoa que seja igual

àquela do meu sonho ilusório…

aquela de linda personalidade,

pobre de maldade,

rica de bondade,

entre outras muitas qualidades…

 

Sei que está difícil, hoje em dia,

encontrar alguém de confiança

que te respeite na alegria

e na tristeza te dê esperança.

Por isso, uma Licitação

legítima e honrosa

ajudaria a selecionar

a proposta mais vantajosa

que eu deveria homologar.

E, se durante ocorrer

uma improbidade

ou ilegalidade

na Licitação amorosa

peço anulação

ou revogação

por conduta viciosa.

 

O único problema disso tudo é:

Se eu fizer uma Licitação

o julgamento terá que ser objetivo.

E se a melhor proposta

não combinar comigo?

Pode ser que a pessoa mais carinhosa,

bonita, meiga, simpática e generosa

não seja a ideal.

Todo coração é meio anormal

e completamente irracional,

não se vincula a nada!

Às vezes, a pessoa mais certa

é a pessoa mais errada…

 

Assim, pensando bem,

é melhor eu não fazer Licitação,

pois minha Licitação

é juridicamente impossível,

não compensa,

estou num caso de inexigibilidade

ou de dispensa.

 

É melhor eu abrir Sucessão

no meu coração

para atuação

da herdeira legítima.

Esta sim será a dona

da minha paixão

mais íntima!

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