Por Nedson Ferreira Alves Junior*

Como responder uma prova de Direito? Se existir algo mais terrível do que as avaliações me avisem, por favor! Ninguém gosta de ser avaliado, mas encara porque não se deve fugir do inimigo.

Somos condicionados a esperar uma avaliação para tudo: ingressar na faculdade; ser aprovado nas matérias; ter uma profissão etc. O estudante de Direito entra na faculdade preocupado com as provas da graduação e, principalmente, com a famigerada prova da OAB. Quanto as provas de concurso, a cultura-estudantil-concurseira já criou uma lenda urbana a respeito, que é: “elas não são avaliações, é um processo seletivo criado pelo Coisa-Ruim”.

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Na graduação, as provas é o divisor de água entre a paixão e ódio pelo professor ou pela disciplina. É o momento em que toda aquela admiração que o aluno possuía pelo professor cai por terra, e passa a vê-lo como um “enviado do mal” que só quer dificultar ainda mais a sua vida.

Não pensem que para o professor a avaliação é o momento de vingança ou atitude semelhante. Elaborar uma boa prova exige tempo, leitura e um diagnóstico da turma para saber o nível de dificuldade das questões. Se você só faz provas difíceis fique feliz! Agora se nas suas provas tem questões do tipo “O que é citação?”, preocupe-se…

Como responder uma prova de Direito?

Afinal, como fazer uma boa prova? Essa é uma via de mão dupla, já que exige tanto do professor quanto do aluno. Definir uma avaliação como “boa ou ruim”, “fácil ou difícil” é subjetivo e coisa da pedagogia. Aqui estamos no campo do Direito, de pessoas gabaritadas e de alto nível de conhecimento.

Enquanto professor eu gosto de classificar as provas em “eficazes ou ineficazes”, no sentido de saber se o meu aluno foi capaz de fazer um paralelo entre o problema e a teoria. Na minha opinião uma prova eficaz é aquela em que o aluno soube transpor o conhecimento próprio sobre aquele tema. Note que eu disse conhecimento próprio e não reprodução de conhecimento. Estudante de Direito que quer ser um bom profissional tem que “pensar com os seus próprios pensamentos”, como diria meu amigo e Prof. Dr. Rubson de Oliveira Marques.

Por sua vez, a prova ineficaz é aquela em que o estudante transpôs apenas o mínimo de conhecimento. Quando isso ocorre, devolvo a chance para o aluno mostrar mais do que me apresentou. Isso é incentivar o aprendizado, haja vista que prova não é punição.

Mas vocês sabem como responder uma prova de Direito? É necessário escrever muito nas questões subjetivas? Nas questões objetivas, devo chutar as que eu não sei?

Para cada pergunta poderá haver respostas diferentes, mas proponho expor o que eu oriento a fazer. A premissa geral é: responda SOMENTE aquilo que está sendo perguntado, nada mais! Evite colocar na resposta elementos paralelos. Eles poderão anular a sua resposta (e acontece com frequência) visto que poderão não ter relação ou relevância para a resposta. Mostrar o conhecimento jurídico é válido, mas o faça quando for solicitado.

E responder aquilo que está sendo perguntado é esquecer do “e se” no desdobramento da situação. Por exemplo, se uma questão pergunta “quando inicia a contagem do prazo na citação por carta” não a complemente com “e se houver dois réus?”.

Nas questões objetivas, quando não se sabe a resposta correta, eu recomendo deixar em branco. Quando houver dúvida entre duas respostas, marque a primeira que você considera correta, porque o subconsciente manifesta por aquilo que parece mais semelhante com a informação que ele tem guardado. Uma vez marcada, não volte atrás na resposta.

Sempre leia toda a prova antes de começar a respondê-la. Familiarize-se com o formato da letra, a quantidade de questões, com o “seu cheiro”. Desenvolva com ela uma relação íntima de camaradagem, porque isso evitará o pânico e fará passar o nervosismo. A cada questão lida vá destacando as informações que surgirem sobre o tema para facilitar na construção da resposta.

E a dica mais importante: NÃO ESQUEÇA DE ESTUDAR!

Bons estudos e boas respostas!

 

*Nedson Ferreira Alves Junior, Colaborou com o MegaJuridico escrevendo alguns artigos para o site. Advogado Militante, formado pela PUC/GO, proprietário da Unidade Damásio Educacional Goianésia.

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