urna-eletronica

O sistema eleitoral brasileiro reune as normas específicas pelas quais se organizam as eleições de candidatos para representar a sociedade nos Poderes Executivo e Legislativo.

E o sistema eleitoral do coração, conforme se defende na presente poesia jurídica, reune as emoções necessárias para eleger o representante que será a causa, a razão e a repercussão do amor.

Ser eleito é ser escolhido. Precisa-se de muita responsabilidade e compromisso.
Ser eleito é dever merecido. Precisa-se fazer o melhor e não ser omisso.

Então, eleição é coisa séria, seríssima! Inclusive, a Reforma Política em debate no Congresso Nacional abrange propostas de mudanças no sistema eleitoral brasileiro. E a importância e urgência por um sistema eleitoral mais justo somente favorece a projeção da eleição amorosa, que também é coisa muito séria!

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Por isso, nesta poerídica (poesia jurídica) demonstra-se dentro de um contexto ficcional o direito-obrigação de votar, de decidir, assim como determinam a Constituição Federal e o Código Eleitoral para as eleições no Brasil. Tirando as hipóteses de voto facultativo (para os analfabetos; os maiores de setenta anos; e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos), toda pessoa deve votar. E esta questão da obrigatoriedade do voto é uma das medidas debatidas na Reforma Política.

Dentre as 15 maiores economias do mundo, o Brasil é o único país que mantém uma legislação que ampara o voto obrigatório. Na verdade, o cidadão brasileiro não possui o direito de votar, ele tem é a obrigação. Isto é, não podemos optar pelo “não votar” caso não encontramos ninguém que nos representa.

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Desse modo, vale a reflexão sobre o assunto acima.

E vale o entretenimento sobre a poesia jurídica, que enseja alguém a tomar uma decisão (votar obrigatoriamente) a fim de escolher, em definitivo, o quer da sua vida amorosa.

 

Poesia Jurídica

Poerídica: Eleição amorosa

Sou candidato para investidura e provimento

no seu coração por meio de um belo sentimento.

Ou você me elege com sensatez,

ou me deixa de fora de vez.

 

Seu voto é obrigatório

Seu afeto é facultativo.

Quero saber a sua intenção

sem te forçar a ficar comigo.

 

A virtude compõe minha instância superior,

pra receber seu voto não preciso ser ilegal.

As pesquisas podem não estar ao meu favor

entretanto, não ofendo a Justiça eleitoral.

 

Na sua democracia representativa,

você é responsável por suas escolhas.

Eu sou apenas uma opção intuitiva

que pode representar coisas boas.

 

Mas, não sou objeto de propaganda,

não tenho slogan, nem faço promessa.

Por minha transparência se demanda

a essência que de mim se arremessa…

 

Seu futuro é proporcional às suas ações

e a vida te oferece dois diferentes cenários,

o primeiro e o segundo turno são opções

pra confirmar se eu sou, para você, majoritário.

 

Seu título eleitoral te atribui competência,

e caso não tomar uma decisão

outros tomarão por sua omissão

e não há justificativa para essa ausência.

 

Saiba que eu espero um extenso mandato,

e coloco meu amor disponível neste ultimato:

Ou você me elege com sensatez,

ou me deixa de fora de vez.

 

Só não quero ser vice e nem suplente,

pois não sou substituto de ninguém.

Nasci para ser eleito, ser competente,

e governar a felicidade de alguém!

 
ele amorosa

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