Indignado por receber uma cobrança indevida, Adriano Aparecido Moraes, preparou uma petição diferente à Justiça reclamando indenização por danos morais. Na época Adriano ainda era estudante do curso de direito, redigiu seu pedido totalmente em versos, no formato de uma poesia. E foi atendido.

Segundo Adriano A. Moraes, que na época ainda era estudante de direito, ao redigir a petição totalmente em versos, no formato de uma poesia, resolveu expressar de forma poética todo o problema que estava enfrentando.
A petição foi enviada à 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Sorocaba, inclusive, fazendo alusão a artigos da lei, para sensibilizar a Justiça.

resumo dos fatos em versoSeu pedido de indenização foi concedido e Adriano recebeu uma indenização por danos morais, de valor não divulgado.

Adriano estava sendo cobrado pela segunda vez pelo pagamento de uma parcela do financiamento de um carro em 2009, pela mesma instituição financeira que, mesmo tendo apresentado todos os documentos provando que não devia nada, incluiu o nome dele em órgãos de proteção ao comércio.

 

Confira parte da petição em versos:

“Excelentíssimo Juiz,
Nobre Julgador,
Digno Magistrado, Sábio Doutor.
‘Prima facie’ peço escusas
Pela forma que hei de expor.

Nem ao judiciário, nem ao juiz
pretendo acometimento
Fiz da forma que fiz
Para acalentar meu tormento.

Pretendo demonstrar, aqui,
a situação como ela é.
Data vênia chamo-lhe a atenção
para as notas do rodapé.

Levo ao vosso conhecimento
Mais um caso de descaso,
De abuso, de infrações,
Que doravante extravaso.

No ano de 2011,
fui acionado de assombro,
pela instituição, ora ré,
perante o judiciário,
pois estava de boa fé.

Naqueles autos restou provado,
Que não dei causa a mora.
Mas, paguei em juízo,
Com juros e sem demora.

O banco levantou a quantia, concordado e satisfeito.
Peticionando em cartório,
pedindo a extinção do feito.

Ocorre NOBRE JUIZ.
Quem muito tempo depois.
Ao solicitar a quitação do contrato,
O réu ao ridículo e humilhação me expôs.

Exigia o réu, novamente,
o pagamento daquela quantia.
E afirmou que se assim não fosse
Quanto a quitação nada faria.

Começa aí o psicomartírio.
Começou então minha sia.
De ver tudo resolvido
Pela via administrativa.

Mas não foi o que sucedeu.
Não obtive tal resultado.
Pois todas as vezes que pedi,
no pedido fui ignorado.

Na agência do BANCO RÉU,
No centro desta cidade.
Estive muitas vezes
Em diversos dias e horários.

Falei com a Srª Simone,
e com o Sr Douglas dialoguei.
Expliquei-lhes minha situação
e comprovantes demonstrei.

Mas de nada adiantou, excelência.
Não quiseram me ajudar.
Limitaram a dizer:
‘Que um advogado eu deveria contratar’.
Pois só com ordem judicial, a quitação iriam me dar.

Fui a diversas assessorias
Pelo BANCO RÉU indicadas
Efetuei muitas ligações ao SAC
E até chat pela internet
Restou apenas comprovado
Que o réu não cumpre o que promete.

Como último suspiro, procurei o PROCON.
Que com muita presteza, registrou a reclamação.
Não sobrevindo resposta,
Creio, foi tudo em vão.

Não bastasse, NOBRE JULGADOR,
ao constrangimento me expor.
Passei a ser cobrado, até mesmo durante i trabalho,
pelo RÉU, que insiste…. em seu ato falho,
de cobrar o que não devo.
De negar o que de direito tenho.
Pro isso Excelência, perante o judiciário venho.

Em suma NOBRE JUIZ,
Era o que tinha a expor.
Disponho-me a esclarecer, ademais,
Se assim necessário for.”

Perfil editorial do Megajurídico, criador e editor de conteúdo.

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